Os usos políticos da tecnologia, o biopoder e a sociedade de controle: considerações preliminares

Sandra Rodrigues Braga, Vânia Vlach

Resumen


As técnicas desempenham importante papel na constituição e manutenção da sociedade do controle. Os instrumentais refinados de comunicação e informação, resultantes da terceira revolução tecnológica, enraizam-se nas subjetividades, produzem novos desejos e sensações – o pós-humano. Sobre essa base, emerge uma nova tecnologia do poder, o biopoder, objeto de análise desse artigo, que se divide em três partes. A primeira discorre sobre a gênese e as características do biopoder, a partir do legado teóricobiopolíticas, que, facilitando alguns procedimentos, dificultam outros. Promessas de uma nova democracia, as inovações tecnológicas criaram novas desigualdades e exclusões, debilitaram as resistências dos trabalhadores e ampliaram o domínio sobre eles. O último tópico caracteriza a sociedade do controle, apontando os seus limites e a topia de sua superação de Michel Foucault. A segunda demonstra que as tecnologias não são entidades neutras, mas, ferramentas.

Palabras clave


novas tecnologias; biopoder; sociedade do controle

Texto completo:

HTML (Português)


DOI: https://doi.org/10.1344/sn2004.8.854

Copyright (c)

RCUB revistesub@ub.edu Avís Legal RCUB Universitat de Barcelona