Biocivilização: perspectiva e fundamento para completar nossas independências

Marcos Bernardino de Carvalho

Resumen


Países latino americanos apresentam condições privilegiadas para fazer face à crise socioambiental, produzindo um novo quadro de relações e interdependências: a biocivilização. Inspirada nas ideias de Sachs e Gourou, fundada em outras centralidades, que não as do “mercado global”, e alimentada por outras “fontes”, que não as de alta emissão de carbono, materializa-se em exemplos como os proporcionados pelas Amazônias, que nos ensinam como a interação entre elementos culturais e naturais, podem produzir o principal manancial de biodiversidade do planeta e seu inestimável serviço ambiental. Países que as compartilham, se quiserem, podem conformar outras condições de in(ter)dependências, pautadas em referências e valores distintos dos que tem presidido a ordem hegemônica. Mas, para isso, caminhos que os conduzem apenas a “cooperar” a partir da construção de “mercados comuns”, terão que ser substituídos por outros, como, por exemplo, diálogos entre a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica e Fórum Social Pan Amazônico.

Palabras clave


biocivilização; Amazônia; crise socioambiental; América Latina

Texto completo:

HTML (Português)


Copyright (c)

RCUB RCUB Declaració ètica Avís Legal Centre de Recursos per a l'Aprenentatge i la Investigació Universitat de Barcelona