Prefeituras Apostólicas na Amazônia Brasileira. Estado e Igreja na Nacionalização do Território

Maria Lucia Pires Menezes

Resumen


Ao se iniciar o período republicano no Brasil (1889), uma série de fatores estão relacionados ao contexto político-econômicos no noroeste da Amazônia brasileira: o apogeu da extração da borracha, a existência de uma vasta área “despovoada”, que conformará territórios municipais de vasta extensão e de fraca, ou inexistente, relação de polarização da sede municipal com sua hinterlândia; e principalmente: o processo de acordos de limites ainda restantes na culminância do fechamento do polígono territorial do país, que se inicia no período colonial, mas ainda incompleto e mantendo indivisas os limites da fronteira política. Considerando São Gabriel da Cachoeira, São Paulo de Olivença e Tefé, localizados no estado do Amazonas no Brasil, como núcleos por onde perpassam as principais decisões afeitas à ordenação territorial, sintetizaremos o histórico das transformações do espaço político, quando da criação das Prefeituras Apostólicas por missões religiosas nas respectivas cidades, tomando-as como marco inicial da soberanização do território e a conseqüente nacionalização da população.

Palabras clave


Amazônia; prefeituras apóstolicas; fronteira; limites; Igreja; Estado

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