O projeto de revitalização da zona portuária do Rio de Janeiro: os atores sociais e a produção do espaço urbano.

Alvaro Ferreira

Resumen


O espaço como constructo social, ou seja, socialmente produzido, refere-se à estrutura, que define as determinações do modo de produção, mas refere-se também, simultaneamente, à ação dos agentes locais em associação com grupos de ação, muitas vezes de âmbito global. Dessa maneira, o espaço produzido pode contribuir não só para revelar mais também para ocultar. Acreditamos que relações sociais são sempre espaciais e existem a partir da construção de certas espacialidades; o que nos leva à compreensão de que o espaço é produzido a partir de certas intencionalidades. Nesse contexto, ao debruçar-nos sobre as diferentes frações do espaço urbano, estamos observando um espaço social associado a uma prática espacial que se expressa através de sua forma de uso. Assim, é possível percebermos que os fenômenos espaciais são produtos, mas também contribuem para a reprodução das condições de dominação. Atualmente, presenciamos o início da execução do projeto de revitalização da zona portuária carioca; assim, objetivamos apontar, ligeiramente, como os agentes envolvidos no projeto de transformação da área do porto da cidade do Rio de Janeiro o fazem quase sempre desconsiderando os anseios dos cidadãos envolvidos; e que formas de mobilização social têm se apresentado frente a tal projeto. Em meio a tais propostas de transformação e movimentos dispersos que questionam o encaminhamento do projeto, é possível observarmos que a atuação dos agentes se dá a partir de relações construídas em múltiplas escalas.

Palabras clave


zona portuária do Rio de Janeiro; produção do espaço; movimentos sociais; revitalização

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