Música e imaginários na produção da cidade: a vitalidade complexa da lapa Carioca.

Anita Loureiro de Oliveira, Patricia Daflon dos Santos

Resumen


O uso instrumental da música na promoção da imagem da cidade pode ser reconhecido no imaginário dominante sobre a cidade do Rio de Janeiro, onde a Lapa aparece como lugar da boemia. Ainda que conquistas de lideranças locais resultem em ações governamentais pontuais que tendam a converter a Lapa numa vitrine para gêneros musicais conectados à identidade da cidade, não podemos negar uma ocupação cultural múltipla e horizontal. Sua supervalorização como point noturno não deixa de expressar resistências, não totalmente conscientes, à dominação pragmática do território, por meio de apropriações simbólicas e usos renovados, que auxiliam na identificação de formas participativas de produção da cidade. Tal processo de renovação, fortemente vinculado à música, confronta o planejamento orientado por modelos exógenos, que se materializam na construção de equipamentos-ícones-urbanos como a Cidade do Samba e a Cidade da Música e que evidenciam a ação vertical e sem diálogo de promoção da cidade-cenário.

Palabras clave


cidade; música; apropriações simbólicas; imaginários

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