Os "indesejáveis" na cidade: as representações do retirante da seca (Natal, 1890-1930)

Angela Lúcia de Araújo Ferreira, George A. F. Dantas

Resumen


As secas têm sido uma constante na história brasileira e, em especial, naqueles estados que formam o chamado "polígono das secas". Por muito tempo, as elites política e econômica, ao evidenciar e dramatizar este fenômeno em seus discursos, transformaram-na na principal causa do processo migratório do interior flagelado para os centros urbanos mais importantes econômica e politicamente. Para além dos estudos dos processos migratórios, interessou-nos sobremaneira discutir as ações e representações que os retirantes suscitaram nos espaços urbanos ditos civilizados, no caso, a cidade de Natal durante a Primeira República. Estorvo às condições de salubridade do espaço urbano e um embaraço à própria idéia de moderno: tal era a imagem do retirante para uma elite que pretendia criar a cidade moderna nos trópicos. Aos temores da saúde pública se juntaram assim o medo da desordem social e da miséria que não cabiam neste projeto de modernização.

Palabras clave


Migrações; Higienismo; Reformas Urbanas; Flagelados da Seca; Modernidade; Natal - Brasil

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