Imaginário urbano e situação territorial vulnerável na Capital do Brasil

Everaldo Batista da Costa, Marília Luiza Peluso

Resumen


Brasília - Capital Federal do Brasil - fez-se símbolo da modernização nacional alavancada nas décadas de 1950-1960; exprimiu uma catarse civilizadora através de sua morfologia urbanística arrojada e da demanda impositiva de integração territorial do país. Os veículos para concretização desse ideário (de progresso) foram a tecnoburocracia civil e militar, a classe política e as classes associadas. Porém, o imaginário fundador expresso pela nova cidade logo se viu defrontado por uma massa populacional não desejada em busca, também ela, das benesses do moderno e do civilizador. Gestou-se uma metrópole contraditória e fracionada na qual, a par de áreas afluentes e de alta renda, eclodiram territórios dos mais vulneráveis do país, no tocante à vida material-econômica. Este artigo investiga situações territoriais vulneráveis metropolitanas frente à valoração permanente do Plano Piloto de Brasília. Metodologicamente, são cruzados dados oficiais relativos à vulnerabilidade socioeconômica no Distrito Federal com o imaginário urbano apreendido dos testemunhos daqueles que experimentam, concretamente, o intenso cotidiano da metrópole: os residentes de três das mais vulneráveis Regiões Administrativas ou cidades satélites do DF (Varjão, Estrutural e Samambaia).

Palabras clave


imaginário urbano; situação territorial vulnerável; Brasília-DF

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