Impasses da gestão metropolitana nas regiões de Buenos Aires, São Paulo e Santiago

Sandra Lencioni

Resumen


Dentre os vários problemas comuns às metrópoles latino-americanas, tais como a aguda segregação sócio-espacial, a impressionante fragmentação territorial e a valorização imobiliária que supervaloriza alguns territórios, ao mesmo tempo em que desvaloriza outros, elegemos a questão da gestão das regiões metropolitanas. Essa questão traz com incrível clareza o fato de que devido às grandes mudanças decorrentes da reestruturação econômica - que se constituiu num processo que reforçou a lógica capitalista de desenvolvimento social - a forma tradicional de se pensar o planejamento urbano encontrou o seu limite. Consequentemente, a questão da gestão metropolitana traz com extraordinária nitidez a necessidade de se buscar novas formas de planejamento que possam responder à nova realidade que se apresenta. Essa discussão tem como referência as principais regiões metropolitanas da América do Sul: Buenos Aires, São Paulo e Santiago buscando caracterizar as mudanças recentes, quer do ponto de vista territorial, quer relativas às novas determinações da metrópole com o objetivo de discutir os desafios que se apresentam à gestão metropolitana diante de um quadro muito comprometedor de fragmentação da governabilidade.

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