O papel do patrimônio nas políticas de revalorização do espaço urbano

Glória da Anunciação Alves

Resumen


A cidade de São Paulo, assim como outras no mundo como Lisboa, Barcelona e Buenos Aires, vem passando por um processo de requalificação de determinadas áreas, em especial, das localizadas nos chamados centros históricos e/ou tradicionais. No caso paulista, algumas ações pontuais foram feitas na área central, com investimentos na recuperação/requalificação de espaços que concentravam os chamados patrimônios históricos- urbanístico-culturais, como foi o caso da Praça da Sé e da Catedral ali existente, bem como os projetos de revalorização/recuperação de outras Praças como a da República e de outras áreas como a da anteriormente denominada Cracolândia e hoje chamada de Nova Luz, além de propostas de revisão de áreas já modificadas como a do Vale do Anhangabaú. Em todas as propostas de modificações, primeiramente ressalta-se a característica de “degradação”, sujeira, presença de populações (como transeuntes, trabalhadores ambulantes ou como moradores) de baixo poder aquisitivo que, em geral, carregam o estigma de “suspeitos”, ressaltando o caráter de periculosidade e insegurança. Esse reconhecimento, tornado consensual, faz com que tanto poder público como iniciativa privada promovam a revalorização da área sob o argumento da necessidade de valorização do patrimônio existente, ainda que, como será discutido, parte desse patrimônio seja destruído nesse processo sob a alegação de que, ao final do mesmo, haveria a possibilidade de uma revalorização/requalificação sócio-cultural-econômica na região. É isso que procuraremos discutir neste trabalho.

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