Marechal Hermes e as (des) conhecidas origens da habitaçâo social no Brasil: o paradoxo da vitrine não-vista.

Nelson Nobrega Fernandes, Alfredo Cesar Tavares de Oliveira

Resumen


Nos trinta anos que antecederam a 1ª Guerra Mundial observa-se o início da intervenção do Estado na questão da habitação. Primeiro, na Europa, e logo, na América do Sul, o fracasso das soluções liberais forçou medidas intervencionistas como a regulação de alugueis e, especialmente, a produção estatal de casas populares. Contudo, na visão consagrada no Brasil, somente após 1930, com Getúlio Vargas, é que o Estado passou a intervir diretamente na questão produzindo conjuntos habitacionais, pois antes o regime liberal da República Velha vetou permanentemente tal solução. Este trabalho faz uma revisão deste paradigma, analisa suas origens e persistências, através do reconhecimento da construção de vilas proletárias, no Rio de Janeiro, pelo governo do Marechal Hermes da Fonseca (1910-1914), e propõe que a maior delas - que aqui é pensada como uma vitrine não-vista -, seja tombada como marco histórico da habitação social no Brasil.

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