Trabalho e excedente econômico: remanescentes de quilombos no Brasil

Lourdes F. B. Carril

Resumen


A partir da década de cinqüenta, com a intensificação do processo de modernização da economia brasileira, vários projetos foram pensados para expandir o capitalismo brasileiro. Esses projetos alcançaram as terras de quilombos que, por mais de um século, vivenciam o uso comum dos recursos naturais e das terras, desde a escravidão. Os quilombos surgiram das lutas anti-escravistas e hoje lutam para o reconhecimento jurídico de seus direitos através do Artigo 68 da Constituição Brasileira. Como trabalhadores, no entanto, os tempos lhes impõem a desagregação da cultura camponesa. Projetos hidrelétricos, madeireiras, mineradoras e especuladores imobiliários exploram as suas terras. As unidades de conservação ambiental consideram essas terras territórios vazios. Os jovens são vistos pelos mais velhos como vadios, pois não são mais agricultores e nem conseguem emprego nas cidades.

Palabras clave


excedente; territorialidade; identidade; sustentabilidade

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