Subjetividade dos animais não-humanos em A Revolução dos Bichos, de George Orwell

Autores/as

  • Sthéfano Bruno Santos Divino Universidade Federal de Lavras https://orcid.org/0000-0002-9037-0405
  • Yasmin Silveira Martins Univerisdade Federal de Lavras - UFLA

DOI:

https://doi.org/10.1344/rbd2021.51.31206

Palabras clave:

Animais não-humanos, Direito, George Orwell, Literatura, A Revolução dos Bichos, Subjetividade

Resumen

Este artigo apresenta uma interpretação sobre a subjetividade dos animais não-humanos na obra A Revolução dos Bichos, de George Orwell. A primeira seção disserta sobre a clássica interpretação política e jurídica da obra orwelliana e a ressignifica sob os preceitos da teoria crítica do Direito e apresenta o processo de emancipação do sujeito de direito como componente da gramática jurídica. A segunda seção apresenta uma parte fracionada do processo de reconhecimento interespécies através da subjetividade para considerar os animais não-humanos como centro de imputação do ordenamento jurídico. Utiliza-se o método dedutivo e o método de pesquisa integrada para o presente raciocínio.

Biografía del autor/a

Sthéfano Bruno Santos Divino, Universidade Federal de Lavras

Doutorando (Bolsista Capes) e Mestre em Direito Privado pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (2019) - PUC-MG. Bacharel em Direito pelo Centro Universitário de Lavras - Unilavras (2017). Professor substituto de Direito Privado na Universidade Federal de Lavras. Membro do Instituto Brasileiro de Política e Direito do Consumidor (BRASILCON). Advogado. 

Yasmin Silveira Martins, Univerisdade Federal de Lavras - UFLA

Graduanda em Direito pela Universidade Federal de Lavras (UFLA). Com interesse nas áreas de Direitos Sociais e Direito do Trabalho. Monitora da disciplina de Direito do Trabalho II. É membra do Grupo de Pesquisa Trabalho e Capital/GPTC (USP/UFLA).

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Publicado

2021-02-17

Número

Sección

Dossier monográfico