La prescripción de medicamentos sin eficacia comprobada en la lucha contra la COVID-19 en Brasil: ¿Podemos hablar de conflicto de intereses?

Autores/as

  • Thiago de Souza Modesto Universidade Estácio de Sá

DOI:

https://doi.org/10.1344/rbd2021.54.35024

Palabras clave:

ciência, conflito de interesse, pandemia COVID-19, problemáticas, medicina, relação médico-paciente.

Resumen

La búsqueda de medicamentos y vacunas para ayudar a combatir la COVID-19 se hizo realidad después de que la Organización Mundial de la Salud (OMS) declarara la pandemia de coronavirus el 11/03/2020. Este hecho impactante en nuestras vidas ha enfatizado la importancia de la ciencia para el mantenimiento de la vida y la salud de todos. Las recomendaciones de la OMS se han convertido en una constante en los telediarios, sobre todo porque estamos ante una situación nueva y aterradora. De acuerdo a su característica transnacional, la pandemia refuerza que la inversión en investigación en el campo médico y de la salud es vital para el mantenimiento y concreción de los derechos fundamentales de la propia condición humana: la vida y la salud. En este contexto, este artículo tiene como objetivo, sin pretender agotar el vasto tema, identificar la prescripción de medicamentos sin prueba científica de su efectividad en el tratamiento del COVID-19 como un conflicto de intereses que genera impactos nocivos en la sociedad.

Biografía del autor/a

Thiago de Souza Modesto, Universidade Estácio de Sá

Mestrando em Direito Público e Evolução Social pela Universidade Estácio de Sá (UNESA). Especialista em Direito Civil e Processo Civil (UNESA). Professor universitário e Coordenador do Núcleo de Práticas Jurídicas no Centro Universitário de Barra Mansa.

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Publicado

2022-02-22

Número

Sección

Sección General