A LITERATURA DE PARENTESCO IDEOLÓGICO COM O NAZISMO

Autors/ores

  • ELCIO LOUREIRO CORNELSEN Universidade Federal de Minas Gerais

DOI:

https://doi.org/10.1344/AFLC2018.8.3

Resum

Nossa contribuição visa a uma reflexão sobre uma das vertentes literárias presentes no contexto da República de Weimar e, especificamente, do chamado “Terceiro Reich”: a literatura de parentesco ideológico com o nazismo. Para isso, elegemos as seguintes obras, que serão objeto de análise do presente estudo: In Stahlgewittern (1920; Nas tempestades de aço), de Ernst Jünger, Das Wunschkind (1930; O filho desejado), de Ina Seidel, e Volk ohne Raum (1926, Povo sem espaço), de Hans Grimm. Enquanto Ernst Jünger figura como representante de escritores que, saídos dos campos de batalha da Primeira Guerra Mundial, faziam apologia da guerra, a escritora Ina Seidel apresenta uma imagem da mulher “a serviço da nação”. Por sua vez, Hans Grimm veicula com sua obra uma visão não só colonialista, como também alicerçada pela noção de “espaço vital” (Lebensraum), uma das colunas dorsais da ideologia nazista. Embora Jünger, Seidel e Grimm fossem antagonistas do nazismo, posicionando-se distantes ou mesmo de modo crítico frente ao regime, sem dúvida, em termos discursivos, suas obras auxiliaram a pavimentar o terreno para a ascensão do nazismo.

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Publicades

2018-12-31

Número

Secció

MONOGRAFIE: ERINNERUNG AN EXIL, NATIONALSOZIALISMUS UND ZWEITEN WELTKRIEG (Elcio Cornelsen, Volker Jaeckel ed.)